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Derrota faz o Náutico esquecer a Série A

Até o início da noite desta terça-feria, o Náutico ainda sonhava com o retorno à elite do futebol nacional no próximo ano. As chances matemáticas eram pequenas – menos de 1% – mas existiam. A derrota de 2 x 0 para o Oeste, no estádio dos Amaros, em Itápolis, deu um banho de água fria nas pretensões dos alvirrubros mais otimistas. A partida foi válida pela 36ª rodada. Restando apenas dois jogos para o término do Brasileirão, a equipe timbu apenas cumprirá tabela contra o América, em Natal, e a Ponte Preta, no Recife.
A vitória também era imprescindível para o Oeste, que tinha outros planos para o confronto. Os donos da casa precisavam dos três pontos para se distanciar da zona de rebaixamento. Com o resultado em cima dos pernambucanos, o Rubrão foi dormir mais aliviado. O time conquistou dez dos 12 últimos pontos – 3 vitórias e um empate ¬- que disputou, dando mais um importante passo para permanecer na Série B.
Em busca do resultado, o mandante começou a partida pressionando os visitantes. O time comandado por Roberto Cavalo assustou com menos de um minuto de bola rolando. Aos 30 segundos, Cristiano arriscou um chute da intermediária da área, obrigando o goleiro Júlio César fazer uma grande defesa. Aos cinco minutos, o Náutico deu o troco com Marinho. O atacante carimbou o travessão do goleiro Anderson. No rebote, Sassá, em posição de impedimento, chegou a balançar a rede adversária, mas o gol foi acertadamente anulado pela arbitragem. Esse foi o único lance de perigo dos pernambucanos no primeiro tempo.
Depois desse lance, o Náutico esfriou e cedeu espaço para o Oeste. Aos 13 minutos, após receber a bola livre de marcação, João Denoni chutou forte. Antes de entrar, a bola desviou em Renato Chaves, tirando qualquer chance de defesa para Júlio César: 1 x 0.
Na volta para o segundo tempo, o técnico Dado Cavalcanti não contava levar um gol aos dois minutos de partida. O Náutico sentiu o revés. Mais uma vez, a marcação falhou e Wagninho, sem ninguém para atrapalhar, pegou um rebote de um chute que bateu na trave, O chute foi certeiro: 2 x 0.
O Náutico só incomodou aos 24 minutos, quando Sassá chutou com perigo. O goleiro Paes – que substituiu Anderson – evitou o gol. Com a vitória assegurada, o Oeste apenas administrou o resultado, pois terá dois jogos importantes pela frente: Boa Esporte e Joinville. Expulsos, o volante Paulinho (N) e o meia Jeferson Paulista (O) são desfalques.
O atacante Marinho, um dos poucos que se destacaram pelo lado do Náutico, comentou o resultado. “Sabíamos das dificuldades. Marcamos bobeira e eles fizeram o gol. No segundo tempo, levamos um gol muito rápido”, lamentou o atleta.
Diante do resultado de ontem, o Náutico deverá voltar suas atenções para a reformulação do elenco. A prioridade continua sendo a renovação do contrato do treinador Dado Cavalcante.
Ficha do jogo
Oeste
Anderson (Paes); Ezequiel, Halisson, Daniel Gigante e Denis; Dionísio, Cristiano Lopes, Jeferson Paulista e João Denoni; Wagninho (Pablo) e Lele. Técnico: Roberto Cavalo.
Náutico
Júlio César; Neilson, Renato Chaves, Luiz Alberto e Gaston; João Ananias, Paulinho e Cañete (Leleu); Sassá, Fúrlan (Raí) e Marinho (Crislan). Técnico: Dado Cavalcanti.
Local: Estádio dos Amaros (Itápolis/SP).
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ). Assistentes: João Luiz Coelho de Albuquerque (RJ) e Lucas Torquato Guerra (DF).
Gols: João Denoni (aos 13 do 1ºT) e Wagninho (aos 2 do 2T)
Cartões amarelos: Neilson e Renato Chaves (N) e Hallison, Cristiano Lopes e Lele (O).
Cartões vermelhos: Paulinho (N) e Jeferson Paulista (O).
Renda e público: Não divulgados